10/04/2009

ENDOCRINOLOGIA do CICLO ESTRAL nas CADELAS

Hormônio liberador de gonadotrofina (GnRH, LHRH)
Liberado de uma forma intermitente no hipotálamo. Alcança a hipófise anterior através de uma circulação sanguínea (portal) especializada. Age nas células produtoras de hormônio folículo estimulante (FSH) e hormônio luteinizante (LH), para estimular a sua produção e liberação; pensa-se que as diferenças na qualidade do pulso selecionam a liberação de FSH ou LH. O efeito nos receptores é transitório porque a afinidade de ligação é baixa; o GnRH é rapidamente liberado pelos receptores e metabolizado.
Análogos sintéticos ou agonistas de GnRH têm sido desenvolvidos, isto tem elevado a potência devido à habilidade de permanecer ligado aos sítios receptores e de resistir ao metabolismo - após a estimulação inicial, os agonistas causam a inatividade das células produtoras de gonadotrofinas pois o estímulo pulsátil é impedido. Outros análogos de GnRH, os antagonistas, têm sido desenvolvidos para competir pelos sítios receptores e bloqueiam a atividade endógena; estes são caros porém não causam a estimulação inicial.
Hormônio folículo estimulante (FSH)
É uma gonadotrofina produzida e liberada pela glândula pituitária anterior. É responsável pela estimulação do crescimento dos folículos ovarianos. Os fatores que iniciam a sua liberação não são conhecidos. As concentrações circulantes não são bem documentadas nas fêmeas.
Hormônio Luteinizante (LH)
É uma godatrofonina produzida e liberada da glândula pituitária. É liberado de forma pulsante. O aumento da freqüência dos pulsos ocorrem 1 a 2 semanas antes do início do pró-estro. Estimula a maturação, luteinização e ovulação dos folículos ovarianos. As concentrações circulantes se elevam rapidamente até alcançar um pico em aproximadamente 48 horas antes da maioria das ovulações (as ovulações podem ocorrer por um período de 72 horas). Este pico ocorre geralmente no final do pró-estro ou inicio do estro. Este hormônio também é luteotrófico (mantém a função do corpo lúteo).
Estrógenos
Hormônios esteróides produzidos na fêmea pelos folículos em crescimento. Principalmente 17 alfa-estradiol, 17 beta-estradiol e estrona, alguns deste podem estar conjugados. As concentrações circulantes sofrem uma pequena elevação por poucos dias antes do início do pró-estro. Ocorre uma elevação em platô nas concentrações séricas tardiamente, resultando num pico de aproximadamente 48 horas antes do aparecimento do LH.
Os estrogênios determinam as alterações que ocorrem no pró-estro:
· Corrimento vaginal (sangramento uterino);
· Espessamento da mucosa vaginal;
· Alteração da consistência do muco cervical;
· Edema vulvar;
· Produção de ferormônios.
Progesterona
É um hormônio esteróide produzido pelos folículos maduros e corpo lúteo. As concentrações circulantes começam a se elevar quando do pico de estrógeno, o hormônio é produzido pelas células da granulosa luteinizantes nos folículos maduros.
Os valores plasmáticos sofrem elevação constante e estão significativamente aumentados na ocasião da ovulação. As concentrações máximas são alcançadas em aproximadamente 20 dias após o término do estro, se a fêmea estiver prenhe ou não. Ocorre um declínio gradual nos valores até tornarem-se basais aproximadamente 60-70 dias após a ovulação.
Prolactina
Produzida e liberada pela glândula pituitária anterior. Atua na glândula mamária (mediada pela ação de estrógenos e progesterona) para estimular a produção láctea. As concentrações sanguíneas geralmente sofrem elevação a medida que as concentrações de progesterona caem, embora em algumas ocasiões a progesterona possa estimular a liberação de prolactina.
Em algumas fêmeas a prolactina determina sinais de pseudoprenhez. Em fêmeas amas, as concentrações sanguíneas de prolactina estão muito elevadas por algum tempo após o parto. A prolactina também é luteotrófica (mantém a função do corpo lúteo).
Andrógenos
A função desses hormônios na fêmea são desconhecidos. As concentrações de testosterona no sangue elevam-se ao mesmo tempo que o LH. As concentrações de androstenediona são altas durante o metaestro e gestação e se aproxima muito com a progesterona.
Prostaglandinas
A produção espontânea de prostaglandina pelo útero não e responsável por causar a lise do corpo lúteo, como nas outras espécies. O corpo lúteo parece se tornar não funcional gradualmente devido a pouco suporte trófico (possivelmente LH e ou prolactina) ou por ter uma vida média inerente. A prostaglandina causa a lise final do corpo lúteo da gestação que neste período produz pouca progesterona comparado com o início.
Referência: ALLEN, W. Eduward. Fertilidade e obstetrícia no cão. São Paulo/SP: Livraria Varela, 1995.

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